Óleo e Gás

Plataforma em alto mar, e um plano com os pés no chão.

Em franca recuperação após os desafios enfrentados no cenário nacional e internacional, a Petrobrás tem em suas unidades FPSO (Floating, Production, Storage and Offloading) um grande exemplo de produtividade e excelência operacional. Ela é a maior operadora de plataformas flutuantes do mundo, com mais de 60 unidades espalhadas pela costa brasileira, conhecidas como plataformas “P”.

Os FPSOs (Floating, Production, Storage and Offloading) também conhecidos em português como “Unidade flutuante de armazenamento e transferência”, são navios com capacidade para transportar, processar e armazenar petróleo e/ou gás natural.

São utilizados em locais de produção distantes da costa com inviabilidade de ligação por oleodutos ou gasodutos.

No convés do navio, é instalada uma planta de processo para separar e tratar os fluidos produzidos pelos poços. Depois de separado da água e do gás, o petróleo é armazenado nos tanques, sendo transferido para um navio aliviador de tempos em tempos.

O navio aliviador é um petroleiro que atraca na popa da FPSO para receber petróleo que foi armazenado em seus tanques e transportá-lo para terra. O gás comprimido é enviado para terra através de gasodutos e/ou reinjetado no reservatório. Os maiores FPSOs têm sua capacidade de processo em torno de 200 mil barris de petróleo por dia, com produção associada de gás de aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos por dia.

Os FPSOs são apontados como a solução mais adequada para campos distantes da costa e em águas profundas e ultraprofundas. Sua utilização pela Petrobrás vem crescendo de modo mais intenso desde os anos 2000, com a descoberta dos campos do pré-sal, na Bacia de Santos.

Com distâncias que chegam a mais de 250 quilômetros da costa, estas plataformas são locais onde não há espaço para imprevistos.

E quando é necessário pensar na solução antes que o problema ocorra, especialistas em planos de contingência entram em ação. Uma das grandes preocupações da Petrobrás em suas plataformas sempre é garantir uma solução rápida e efetiva para o caso de uma falha no fornecimento de ar comprimido para instrumentação. A essência de um plano de contingência nessas circunstâncias é prever todo o cenário operacional e garantir a disponibilidade dos equipamentos necessários com grande antecipação, permitindo atender a demanda com o custo de uma locação normal, e de forma muito mais ágil. Através de uma cuidadosa análise prévia do projeto da FPSO, foi possível evitar paradas desnecessárias de produção e altos custos de atendimento emergencial. Todas as especificações necessárias para a instalação foram previamente diagnosticadas e testadas, de modo que quando o equipamento de back-up precisa entrar em ação, tudo flui sem imprevistos.

A solução proposta para este ambiente de operação 24hs, em condições hostis e com baixa acessibilidade, foi um conjunto altamente customizado, montado em skids com a combinação de compressores de ar elétricos e movidos a diesel, em conformidade com a norma ISO 8573-1 Classe 0. Os principais equipamentos integrantes da solução foram:

• Compressores de ar Atlas Copco a diesel, modelo PTS 916, Isentos de Óleo, Classe Zero, com vazão de 2.500 m³ / hora @ 10 bar;

• Compressores de ar elétricos Atlas Copco, modelo PTSE 1050, Isentos de Óleo, Classe Zero, com vazão de 2.200 m³ / hora @ 10 bar;

• Secadores de ar por adsorção, modelo Atlas Copco, com vazão de 2500 m³ / hora @ 10bar e ponto de orvalho de -25 ° C;

• Operação com técnico especializado Atlas Copco.

 

 

Aplicação

Não apenas empresas nacionais investem em soluções customizadas de locação para otimizar a produtividade de suas FPSOs. Temos também como outro exemplo uma multinacional de origem japonesa, especializada em FPSO e FSO e com forte atuação na indústria de Óleo e Gás nacional. Ela atua no Brasil em diversos campos de extração de petróleo, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e desde 2014 utiliza a tecnologia de membrana para geração local de nitrogênio, na manutenção das tubulações de suas plataformas, em processos de teste de pressão, limpeza e inertização.

Uma configuração tipicamente utilizada neste tipo de operação consiste em:

• Membrana geradora de nitrogênio Atlas Copco modelo NGM 1000/2000 com pureza entre 95 a 99% e vazão de 1000 a 2000 cfm;

• Compressores de ar Atlas Copco a diesel, modelo PNS 1250, Isentos de Óleo, Classe 0, com vazão de 2.200 m³ / hora @ 24 bar;

• Gerador de energia Atlas Copco a diesel para atendimento da Membrana de nitrogênio;

• Operação com técnico especializado Atlas Copco.

 

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Assim como no caso da Petrobrás, o ponto chave e diferencial para as soluções de manutenção locadas por esta grande multinacional japonesa, está no planejamento prévio e criterioso, otimizando todos os recursos possíveis, tanto de equipamentos quanto mão de obra, com serviços de suporte e manutenção disponíveis 24/7 incluídos num único contrato de locação.

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