Óleo e Gás

Inertização de tanques em navios? Tenha uma solução em cada porto.

O transporte de metanol e outros produtos químicos pelo mar é regido pela OMI (Organização Marítima Internacional), uma agência especializada das Nações Unidas, responsável pela segurança e proteção dos navios e pela prevenção da poluição marinha.

Um dos comitês mais importantes da IMO é o Comitê de Segurança Marítima, que é seu órgão técnico sênior para assuntos relacionados à segurança. Ele regulamenta processos de carga e descarga em tanques de navios. Acima de 3.000 metros cúbicos de capacidade, é obrigatório o uso de gás nitrogênio para inertização da atmosfera. Essa regulamentação se provou correta, na medida em que, durante o período de implementação da nova diretriz iniciado na década de 90, foram registrados diversos incidentes envolvendo incêndios a bordo de navios com tanques que ainda não contavam com a inertização por nitrogênio.

Conforme podemos ver no gráfico abaixo, chamamos de “Limite Inferior de Inflamabilidade” o menor índice de concentração de um gás ou vapor no ar, a partir do qual exista a capacidade de produzir uma faísca ou fogo na presença de uma fonte de ignição. Já o “Limite Explosivo Superior”, identifica a concentração a partir da qual não ocorrerá queima, mas sim explosão.

Grafico_AtlasCopco

No caso do metanol, o LII é de 6,7% e o LES é de 36% (porcentagem por volume de vapor de metanol no ar a pressão de 1 atmosfera).

Ao fornecer um nível adequado de nitrogênio no sistema, o metanol pode ser mantido abaixo da concentração mínima de oxigênio de <10%, dentro da faixa de segurança, que evitará incêndios.

Além das questões de segurança, a substituição do ar úmido por nitrogênio seco também impedirá a contaminação por água e evitará a corrosão de tanques e tubulações.

Finalmente, existem também os aspectos ambientais. O N2 preenche os espaços vazios no tanque carregado e assim evita que os vapores de metanol sejam liberados para o meio ambiente.

Para que todos esses conceitos expostos funcionem corretamente, a pureza do nitrogênio é essencial.

E para garantir um N2 de pureza adequada, na vazão e pressão compatíveis com os processos de inertização para carga e descarga de tanques em navios, existem 3 soluções:

– Aquisição do gás em cilindros.

– Instalação de um gerador local (LEIA MAIS).

– Locação de um sistema de geração no local.

No caso desta última opção, ela pode ser uma alternativa substitutiva em relação aos dois primeiros itens, mas também sempre deve ser uma solução complementar. Isto porque durante os longos trajetos que o navio precisa percorrer, seu sistema de provimento de N2, seja qual for, sempre estará naturalmente sujeito a falhas. Se algo acontecer, não será possível reparar em alto mar. Deste modo, a locação de soluções customizadas para geração de nitrogênio é sempre algo que deve ser previsto em planejamento. A postura correta deve ser preventiva e não corretiva, pois qualquer atraso no processo de carga ou descarga gera um efeito dominó, com prejuízos desde o operador logístico, até o cliente final.

Fornecedores como a Atlas Copco Rental estão prontos para não apenas entregar, como também ajudar no planejamento de soluções completamente autônomas, integrando geradores de nitrogênio de membrana, sempre com a pureza adequada; geradores de energia e compressores de ar isentos de óleo, a diesel ou elétricos; além de acessórios, tudo montado em estruturas DNV. Tais soluções são capazes de operar 24/7, incluindo equipe de suporte, e graças à presença da Atlas Copco Rental em cerca de 180 países, independentemente do porto, as especificações técnicas e padrões de qualidade estarão sempre no mesmo nível.

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