Ar Comprimido

Vapor puro vs. vapor culinário na indústria de alimentos

O vapor é usado no processamento de alimentos por uma série de razões, desde a preparação do produto até a limpeza de equipamentos. Mas nem todo vapor é criado da mesma forma – e há novos desenvolvimentos na tecnologia acontecendo o tempo todo.

O vapor usado pelos processadores de alimentos geralmente se divide em três grandes categorias:

  1. Vapor de processo (também conhecido como de planta ou utilitário), é tipicamente produzido por uma caldeira e pode ser usado em aplicações que não envolvem contato com produtos alimentícios ou com superfícies que entram em contato com eles (por exemplo, aquecimento indireto).
  2. Vapor culinário – usado em contato direto com o produto ou para higienizar substratos que entram em contato com o alimento. O vapor culinário normalmente contém aditivos que evitam a corrosão e a formação de incrustações nas caldeiras, visto que a oxidação ou depósitos de resíduos poderiam levar contaminantes até os alimentos, através do vapor. Por isso muitas vezes ele é filtrado antes da utilização.
  3. Vapor puro (ou higiênico) – O vapor puro não contém nenhum aditivo e é criado pelo aquecimento de água não tratada que é armazenada separadamente. O vapor puro é freqüentemente usado para produzir produtos orgânicos, devido às restrições de uso de produtos químicos e aditivos.

Existem duas maneiras de produzir vapor puro:

  1. Bobina de aquecimento a vapor – Este método envolve a utilização de vapor da caldeira para aquecer bobinas que, por sua vez, aquecem a água em que estão submersas. Como o contêiner é exposto à atmosfera, nem todo o vapor pode ser contido, tornando esse método ineficiente. Além disso, o excesso de vapor que escapa acabará por elevar o nível de umidade no local, o que pode criar problemas, como mofo ou crescimento bacteriano e / ou ferrugem no equipamento.
  2. Caldeira de vapor – Este método também envolve o aquecimento de um recipiente com serpentinas, mas a água está contida em um tanque pressurizado selado, em vez de estar exposto ao ar. Isso é mais eficiente do que uma bobina de aquecimento a vapor, já que o vapor está contido e não pode escapar.

A maior parte do vapor utilizado na indústria alimentícia é o vapor culinário, mas há casos em que o vapor puro é preferido ou requerido.

Vejamos seus prós e contras:

Vapor Culinário

(+) É mais econômico a longo prazo – comparado com a produção de vapor puro, o vapor culinário requer menos energia e água. Não exige o grande investimento inicial em uma caldeira de vapor.

(-) Pode conter traços de aditivos químicos.

(-) Custo de manutenção alto – como o vapor culinário é gerado a partir de água contendo aditivos, utiliza peneiras e filtros para remover o máximo de impurezas. Eles devem ser substituídos regularmente.

Vapor puro

(+) Maior segurança alimentar – não há risco de contaminação química porque não há aditivos na água.

(+) Atende aos padrões de alimentos orgânicos.

(-) Consome mais insumos – a geração de vapor puro requer mais água e mais eletricidade para aquecer as bobinas e alimentar o processo.

(-) Investimento inicial mais alto – caldeiras de vapor puro são equipamentos mais complexos.

É importante considerar que a escolha da tecnologia pode ser mista. Uma instalação pode ter vários branqueadores, mas apenas alguns precisam ser equipados com vapor puro. Depende da real necessidade de cada planta.

Quanto à questão de investimentos iniciais altos, a opção por locação, ao invés de aquisição é uma alternativa interessante, especialmente porque tais soluções podem abranger a manutenção, garantindo sempre a efetiva pureza do vapor, assim como incluir a assessoria de especialistas, que podem ajudá-lo a tomar a melhor decisão e a calcular o equilíbrio certo para as necessidades da sua instalação.

Sobre Nós

Blog da Atlas Copco Rental Brasil

Todos os direitos reservados - 2018