Ar Comprimido

Mineração subterrânea: novas tecnologias eliminam perdas com vazamentos na rede de ar comprimido.

Quanto mais os recursos naturais se tornam escassos, mais as minas subterrâneas se estendem por quilômetros abaixo, o que representa desafios únicos em termos de produtividade e segurança para a equipe de trabalho. Processos modernos de mineração dependem também de aprimoramentos na redução de impactos negativos no meio ambiente.

Desde o surgimento dos primeiros compressores de ar motorizados no início do século XIX, a indústria de mineração beneficiou-se grandemente da melhoria dos sistemas de ar comprimido, que forneceram métodos mais seguros e eficientes para a extração de recursos.

Sistemas de ar comprimido viabilizam ferramentas elétricas e pneumáticas, manuseio de materiais, transporte, extração mineral e sistemas complexos de ventilação.

Embora o ar comprimido seja de fato um recurso essencial na mineração, ele também pode ser caro, especialmente no modelo mais comumente utilizado, onde o equipamento fica na superfície e um sistema de tubulação leva o ar para o interior. E quanto mais longa for a tubulação, maiores os riscos de prejuízos com vazamentos.

De um modo geral, entre 20% a 40% de todos os custos de energia para mineração podem ser provenientes do uso de ar comprimido. Mas com qualquer vazamento na tubulação, tais custos podem subir substancialmente, razão pela qual a eficiência do sistema é tão importante na redução de seus gastos gerais. Existem estudos que mostram que um único vazamento de diâmetro de meia polegada pode gerar uma perda anual de mais de US $ 10.000 para uma operação de um turno.

A manutenção de rotina e as inspeções adequadas do sistema de ar comprimido podem ajudar a minimizar esses vazamentos. Mas existem outras alternativas através da aplicação de novas tecnologias, como por exemplo, compressores elétricos portáteis.

A principal diferença em relação aos equipamentos convencionais, estacionários, está no projeto concebido para operação a muitos metros abaixo do solo.

Modelos como o E-AIR T900, da Atlas Copco por exemplo, são bem mais robustos que compressores elétricos estacionários, combinando uma carenagem reforçada que resiste à impactos, alta temperatura e umidade do ambiente subterrâneo, vedação dos componentes internos, que evita sua contaminação e desgaste, além de um conjunto compacto, que ocupa pouco espaço (algo essencial em trabalhos subterrâneos) de fácil transporte, incluindo ilhós para içamento e encaixe para empilhadeira.

Também são projetados especificamente contra riscos de incêndio, com circuitos elétricos devidamente isolados e materiais que evitam o acúmulo de eletricidade estática, incluindo mangueiras, com materiais retardadores de fogo. Algo fundamental para operações subterrâneas.

Cada módulo entrega até 900 cfm de vazão, a uma potência de 160 kW. Graças a um controlador inteligente, vários módulos podem ser combinados, formando conjuntos potentes e compactos, onde cada módulo ocupa apenas 3,4 x 1,2 metros.

Isto traz uma vantagem adicional no regime de locação, pois as configurações modulares podem ser rapidamente adequadas conforme a demanda. O E-AIR T900 integra a frota da Atlas Copco Rental no Brasil. Aliás, ele é fabricado em nosso país.

No regime de locação, é possível obter a solução completa, totalmente instalada, com mão de obra incluída e diversas customizações como, por exemplo, montados em carretas já equipadas com secadores de ar integrados.

Ao invés de uma imobilização em CAPEX, o investimento é feito em OPEX, sob demanda, somente nos períodos necessários e com customizações específicas para cada momento.

Com o uso de compressores de ar portáteis nas aplicações subterrâneas, eliminam-se também o custo e a complexidade da gestão da rede de ar comprimido, tais como:

– Mão de obra especializada para montagem das conexões mecânicas.

– Substituição de rotina de conexões e acoplamentos.

Esta é uma alternativa muito significativa para operações de mineração subterrânea, pois infelizmente, vazamentos podem se desenvolver em qualquer ponto de uma rede de ar comprimido, visto que fica permanentemente exposta a vibrações ou impactos.

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