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Ar comprimido para evitar desastres ambientais.

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As mudanças climáticas têm matado milhões de peixes criados em fazendas todo ano. Alterações na temperatura da água e nas correntes aumentam a proliferação de algas, que consomem o oxigênio e sufocam os peixes.

Um caso emblemático ocorreu em 2016, onde em apenas dois meses, somente no Chile, um surto de microalgas tóxicas foi capaz de dizimar 40.000 toneladas métricas de salmão, causando uma perda de US$ 500 a 600 milhões para os produtores.

O problema tem extrapolado nações, com impacto em escala mundial, até mesmo em grandes criações de água doce para trutas.

Mais do que isso, explosões populacionais de algas de diversos tipos também têm afetado o escoamento de águas em ambientes urbanos, se acumulando em canais e provocando seu entupimento. As consequências são alagamentos, interrupções de trânsito, odores desagradáveis e também disseminação de doenças.

Uma solução de alta tecnologia e eficácia que começa a ser utilizada para vencer estes múltiplos desafios, é a aplicação da técnica de cortina de bolhas.

A cortina é capaz de desviar as algas, impedindo tanto que entrem em áreas cercadas para piscicultura quanto em canais ou outros sistemas de escoamento. Além disso ela contribui para seu desagrupamento, o que minimiza a proliferação.

Já existem inúmeros casos de aplicação bem sucedida desta técnica em vários continentes e para diferentes espécies de algas. Mas apesar do processo ser o mesmo, as customizações para cada projeto são muitas. A altura e intensidade variam, dependendo do local. A profundidade também. Por fim, existe o fator sazonalidade, pois as explosões de algas não acontecem durante todo o ano, e as temporadas são determinadas pelo tipo de alga e pelo clima de cada região.

Para superar este desafio e tornar as operações de cortinas de bolhas mais viáveis economicamente, cada vez mais tem sido adotada a estratégia de locar as soluções de fornecedores especializados.

Desta forma não é necessário investir em equipamentos que serão utilizados somente em épocas específicas do ano. Para evitar a contaminação das águas, a técnica de cortina de bolhas demanda compressores de ar isentos de óleo, certificados de acordo com a norma ISO 8573-1 Classe Zero. Estes equipamentos também precisam ser de alta vazão e possuem um custo de aquisição relativamente elevado, além de demandarem mão de obra especializada para sua manutenção. Os provedores de soluções em locação normalmente incluem esta mão de obra em seus contratos, otimizando também os custos deste componente.

Por fim e não menos importante, existe o fato de que as diferentes necessidades de intensidade e profundidade a que nos referimos, podem variar em um mesmo local ao longo dos anos. Neste contexto, o regime de locação permite que a customização das aplicações acompanhe as mudanças na demanda. A cada ano, todo aperfeiçoamento tecnológico que eventualmente surja pode ser incorporado, assim como as equipes de planejamento e operação vão adquirindo cada vez mais expertise na medida em que atuam mais e mais em diferentes projetos.

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