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Tenha um compressor de ar novo, sempre novo. Mitos e verdades sobre o custo do ciclo de vida.

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Tradicionalmente a literatura especializada trata o custo do ciclo de vida de compressores de ar sob um ponto de vista “CAPEX”, considerando os cálculos a partir da aquisição do equipamento. Entretanto, existe também a modalidade de locação, que é cada vez mais adotada no mercado na medida em que permite aos clientes focarem 100% em seu negócio. Para quem opta pela locação, a mesma análise deste ciclo de vida ganha uma dinâmica de custos muito diferente, potencialmente mais interessante e de alta eficiência.

Para entendê-la, vamos partir de um exemplo.

Recentemente, a filial da Atlas Copco no Reino Unido fez uma campanha em comemoração aos seus 100 anos no país. O objetivo era encontrar o mais antigo compressor de ar em funcionamento na região. O vencedor foi um antiquíssimo modelo GA 408, em operação desde 1976, até hoje fornecendo ar comprimido para uma indústria alimentícia.

Isto traz à tona uma questão polêmica: qual é o tempo de vida útil de um compressor de ar? Neste caso, vemos que mais de 40 anos comprovadamente, e podemos encontrar na literatura especializada certas estimativas que chegam até 50 anos.

Não existe um consenso neste assunto, mas independentemente da vida útil ser de 30, 40 ou 50 anos, um conceito fica evidente: compressores de ar podem durar muito tempo, ao passo de que a evolução tecnológica avança cada vez mais rápido, em especial em termos de eficiência energética. Neste contexto, considerando que o consumo de energia elétrica pode representar até 30% do custo operacional, dependendo do tipo de indústria, isso afeta de modo prático o cálculo do custo total do ciclo de vida para um compressor de ar.

No exemplo acima, de 1976, ainda não existia a tecnologia VSD (Variable Speed Drive).  Ela foi desenvolvida pela Atlas Copco muitos anos depois, inovando o mercado de compressores de ar e trazendo até 35% de redução no consumo de eletricidade. Hoje, temos compressores muito mais econômicos do que há 40 atrás. E isso é tão certo quanto o fato de que daqui a próximos 40 anos, certamente as máquinas serão ainda mais eficientes, pois é isso que a indústria faz: busca incessantemente o aumento da performance.

A literatura especializada mostra-nos que o consumo de energia é responsável por algo em torno de 70 a 75% do custo total no ciclo de vida de um compressor de ar. Ou seja, durante sua vida útil, ¾ dos investimentos serão com a conta de eletricidade.

Considerando isso, para quem tem compressores de ar “antigos”, faz todo sentido trocá-los por novos, pois serão mais eficientes e a economia de energia pagará o investimento nas novas máquinas. Isso é verdade, mas também é fato que no cálculo do ciclo de vida, o tempo considerado é muito grande e antes de se completar, é muito provável que surjam máquinas ainda mais avançadas e mais eficientes. A pergunta portanto é: para que os cálculos do custo de ciclo de vida se efetivem na prática, vale a pena esperar? Será que muito antes da economia total ser obtida, não surgirá um novo modelo que justifique uma nova troca antes do fim do ciclo?

Como podemos ver, existe uma tendência a uma evolução infinita, oferecendo tentadoras possibilidades de novas trocas de equipamentos (e investimentos), antes que a potencial economia total seja atingida.

O que leva a uma nova pergunta: quando então é a hora ideal para trocar um compressor de ar?

Antes de pensar na resposta, podemos simplesmente chegar à conclusão de que não há necessidade sequer de fazer a pergunta. Se ao invés de adquirir o equipamento, a solução for implementada em regime de locação, não há que se falar em momento de troca. Neste tipo de contrato, já estão englobados toda a atualização e manutenção necessárias, inclusive com serviços 24/7. O cliente deixa de se preocupar com os meios e pode se concentrar nos fins. Ele contrata um resultado, que inclui KPIs de eficiência energética e que será entregue pelo fornecedor da solução locada. Quanto às eventuais atualizações tecnológicas necessárias para manter o nível de entrega contratado, isso passa a ser responsabilidade do fornecedor da solução. Podemos assim chegar, a um ciclo de solução, capaz de manter “ad infinitum” a máxima produtividade, performance e foco total no “core business” de sua indústria. Quer um exemplo prático na indústria nacional onde a locação trouxe redução imediata de até 30% no consumo de eletricidade, sem exigir investimentos de aquisição? Confira este outro post: http://atlascopcorental.solutions/2019/08/22/solucoes-rapidas-para-o-aumento-da-eficiencia-energetica-na-industria-automobilistica/

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